Parque Imbuí
Teresópolis, mar/abr.2015 - edição 0010

Símbolos da Páscoa
Coelho - É um mamífero roedor que passa boa parte do tempo comendo. Ele precisa mastigar bem os alimentos para que seus dentes incisivos não cresçam sem parar, o que lhe causaria inúmeras dificuldades, inclusive para se alimentar.





Ovos - Assim como o coelho, representam o germe de uma nova vida, assim como a fertilidade.

Cordeiro - É o símbolo mais antigo da Páscoa. Simboliza a aliança feita entre Deus e o povo judeu na Páscoa da antiga Lei.
Sinos - São eles que anunciam, nas igrejas católicas, a ressurreição de Cristo, no domingo de Páscoa.




Círio Pascal - É uma vela acesa, com as letras Alpha e Ômega - pois Deus
é o início e o fim, além dos algarismos do ano. A luz da vela representa a ressurreição de Cristo.



Colomba Pascal - Criado na Itália, é um pão doce em formato de pomba, que simboliza a paz de Cristo e também a presença do Espírito Santo.


Pão e Vinho - Simbolizam o corpo e o sangue de Cristo. Jesus repartiu o pão e o vinho com seus discípulos na última ceia (Santa Ceia).
O nome Páscoa vem do hebraico 'pessach' (=passagem), que para os hebreus significava o fim da escravidão e a libertação do povo judeu, marcada pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para 'dar passagem' aos filhos de Israel, que Moisés conduzia para a Terra Prometida.
Ainda hoje a família judaica se reúne para o 'Seder', um jantar especial que é feito em família. Sua comemoração dura 8 dias. Além do jantar, há leituras nas Sinagogas.

Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a ressurreição - a passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades e não se celebra dignamente senão, na alegria.
Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da Páscoa era marcada pelo fim do inverno e início da primavera, quando os animais aparecem novamente nos campos e as plantas brotam de novo. Pastores e camponeses presenteavam-se com ovos.
Nas culturas pagãs o ovo trazia a ideia de começo de vida. As pessoas costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte. Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.
Existem muitas lendas sobre os ovos. A mais conhecida é a dos persas, que acreditavam que o mundo havia saído de um ovo gigante. Por este motivo, os ovos se tornaram sagrados.
Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a presentear ovos coloridos simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países europeus costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos, e ofertá-los aos amigos.
Na Alemanha o costume passou a ser dá-los às crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras sagradas, como Jesus, Maria e outras.
Pintar ovos com core da primavera para celebrar a Páscoa foi um costume adotado pelos cristãos no século XVIII. A Igreja doava aos fiéis ovos bentos.
A substituição dos ovos cozidos e decorados por ovos de chocolate é atribuída à proibição do consumo de alimento de origem animal, por alguns cristãos, no período da quaresma. Porém, sabe-se que eles surgiram com o advento da indústria do chocolate em 1830 na Inglaterra.



Por sua grande fertilidade tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É ele que simboliza a Igreja que, pelo poder de Cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos.
Foi quando Moisés sacrificou um cordeiro em homenagem e agradecimento a Deus pela libertação dos hebreus da escravidão no Egito.
O Antigo Testamento fala que a Páscoa era celebrada com pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação e agradecimento pelo grande feito de Deus em prol de seu povo.
Do ponto de vista cristão, o cordeiro era o próprio Jesus Cristo - o Cordeiro de Deus - que foi crucificado para libertar os homens de seus pecados. É a nova aliança de Deus, realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.
É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de Aleluia. Significa que Cristo é a Luz dos povos. A luz da vela representa a ressurreição de Cristo, que ressurgiu das trevas para iluminar nosso Caminho.
Girassol - É a flor símbolo da Páscoa. Representa a busca eterna do ser humano, da Luz de Jesus. Assim como a flor se volta sempre para o sol, os cristãos buscam em Cristo o Caminho, a Verdade, a Vida.

Na Antiguidade, pão e vinho foram a comida e a bebida mais comum para muitos povos. Ao instituir a eucaristia, Jesus se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar Sua presença constante junto às pessoas de boa vontade.
Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com Sua criatura, assim como Sua presença entre nós.
Jesus já sabia que seria perseguido, preso e pregado numa cruz. Então, combinou com dois de seus discípulos para prepararem a festa da Páscoa num lugar seguro. Quando tudo estava pronto, Jesus e os outros discípulos chegaram para juntos celebrarem a ceia da Páscoa. Esta foi a última ceia de Jesus.
A instituição da eucaristia foi feita por Jesus durante a última ceia, quando ofereceu pão e vinho a Seus discípulos dizendo: "Tomai e comei: este é o meu corpo e o meu sangue." Assim, instituiu o sacrifício eucarístico do Seu corpo e do Seu sangue para perpetuar o sacrifício da cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando desse modo à Igreja o memorial de Sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se 'come' Cristo, quando a alma se cumula de graça.
Esse bolo em forma de 'pomba da paz' significa a vinda do Espírito Santo. Surgiu na vila de Pavia (norte da Itália), onde um confeiteiro presenteou o rei lombardo Albuíno com a guloseima. O soberano, por sua vez, poupou a cidade de uma cruel invasão, graças ao agrado.
No domingo de Páscoa, tocando festivos, os sinos anunciam com alegria a celebração da ressurreição de Jesus.
Peixe - Símbolo que remete aos apóstolos, que eram os 'pescadores' de almas.

É um símbolo de vida, usado pelos primeiros cristãos, no acróstico IXTUS (=peixe, em grego). As letras sao as iniciais de Iesus Xristus, Theos Huios, Sopter, que significa: Jesus Cristo, Filho de Deus, o Salvador. Faz parte do ritual da Semana Santa comer peixe na Sexta-feira Santa, para lembrar os 40 dias de jejum de carne, seguido pelos cristãos durante a Quaresma.
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