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Ilha de Páscoa - II

Alguns historiadores acreditavam que as Ilhas Polinésias haviam sido descobertas por acaso. hoje, porém, há fortes indícios de que tanto as descobertas quanto a colonização foram planejadas por viajantes que, numa incursão predeterminada, navegavam rumo ao desconhecido.

 

A rota mais provável para a colonização da Ilha de Páscoa deve ter sido a partir das ilhas de Mangareva, Pitcairn e Henderson, as duas últimas funcionando como trampolins, visto que uma viagem direta de Mangareva à Páscoa dura cerca de 17 dias, principalmente transportanto produtos essenciais à sobrevivência da colônia.

 

A transferência de muitas espécies de plantas e animais - de taro a bananas e de porcos a cães e galinhas, não deixam dúvidas sobre o planejamento da ocupação da Ilha de Páscoa pelos seus colonizadores.

 

É incerta a data da ocupação da Ilha de Páscoa, tanto quanto é incerta a data da colonização das ilhas polinésias. Publicações sobre a Ilha de Páscoa registram sua possível ocupação entre 300 e 400 d.C., com base em cálculos de tempo e divergências linguísticas (técnica conhecida como glotocronologia) ee em datações radiocarbônicas, além de sedimentos lacustres. Entretanto, especialistas na história de Páscoa questionam tais cálculos, considerados precários quando aplicados a idiomas complexos como o pascoense, conhecido por nós principalmente através de e possívelmente contaminado por informantes tahitianos e marquesanos.

 

 

O explorador holandês Jacob Roggeveen atravessou o pacífico partindo do Chile em 3 grandes naus européias. Após 17 dias de viagem, desembarcou na ilha dia 5 de abril de 1722, um domingo de Páscoa - daí seu nome.

 

A expedição espanhola de González (1770) nada registrou de extraordinário. A primeira e mais completa descrição da ilha foi feita por James Cook (1774) que visitou a ilha durante apenas 4 dias.

 

 

A cratera de um vulcão (ao lado) é hoje represa de água doce que abastece a população da ilha.

 

 

Os Moais são estátuas esculpidas a partir das pedras do vulcão Rano Raraku, dispostas em diversos santuários. O maior deles, Paro, tem 23 metros e está inacabado.

 

Moais, também conhecidos como Cabeças da Ilha de Páscoa, é o nome que designa as mais de 887 estátuas gigantescas de pedras espalhadas pela ilha. Foram construídas entre 1.200 e 1.500 d.C. pelo povo rapanuí. Eles são a maior atração para turistas e estudiosos, na ilha.

 

 

Os Moais cujas cabeças ostentam pukaos - cilindros de pedra vermelha pesando até 12 toneladas, possivelmente representando um tipo de 'penteado' usado por algumas tribos (cabelos amarrados com um nó no alto da cabeça) - representam, de modo estilizado, um torso humano masculino de orelhas longas ou pequenas, indicando uma divisão de classes.

 

Este Moai (acima e á direita) é o único que possui olhos pintados.

 

Segundo a teoria mais aceita, os Moais teriam sido erguidos pelos primeiros habitantes: os rapanuis, como homenagem aos líderes mortos, o que explicaria o fato de estarem todos de costas para o mar, ou seja, de frente para o interior da ilha, onde ficavam as aldeias.

 

Existe uma exceção, que é o ahu (plataforma) na qual o grupo todo olha o mar, como que dando boas vindas aos visitantes.

 

Em sua maioria, os Moais medem entre 4,5m e 6m de comprimento e pesam de 1 a 27 toneladas. A maior dessas estátuas, no entanto, tem mais de 20m de altura.

 

Todas as estátuas foram derrubadas de seus ahus no século XVII. A partir de 1956 algumas delas foram restauradas.

 

Existe similaridade entre as técnicas de construção do Ahu Vipanu e as construções Incas.

 

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Ahu Tongariki (acima e à esquerda)

O Moai Paro é o mais elevado dentre todos os completos e está localizado no ahu Te Pito Kura, medindo 11m e pesando 80 toneladas. Atualmente está dividido em 3 partes. (foto à direita)

Na pedreira de Rano Raraku há uma estátua inacabada de 21m.

O ahu Tongariki é a maior das plataformas existentes, com 200m de comprimento e 15 Moais sobre a mesma. Foi restaurada entre 1996 e 1997.

 

 

 

Peter Goldschmidt

da Gold Trip

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